Poucas peças mudaram tanto de significado ao longo das últimas décadas quanto o moletom. Criado originalmente como uma roupa funcional, ligada ao esporte e ao conforto, ele atravessou universidades, academias, movimentos culturais, o hip-hop, o streetwear e finalmente chegou às passarelas e às coleções de luxo.

Hoje, encontramos moletons de preços extremamente diferentes: desde modelos básicos vendidos por grandes marcas esportivas até peças de luxo que custam milhares de reais. Mas quais marcas realmente ajudaram a construir essa história? Conheça 10 das principais marcas de moletom do mundo e entenda o que cada uma representa.

1. Champion

Quando se fala sobre a história do moletom, é praticamente impossível não começar pela Champion. A marca norte-americana tem uma relação histórica com roupas esportivas e universitárias e ajudou a transformar o sweatshirt em uma das peças mais reconhecidas da moda casual.

Um dos grandes diferenciais da Champion é a tecnologia Reverse Weave, desenvolvida para reduzir problemas de encolhimento e aumentar a resistência das peças. Com o passar das décadas, os moletons da marca deixaram de pertencer apenas ao universo esportivo e ganharam espaço no streetwear, tornando a Champion uma referência para quem procura aquele visual clássico de moletom americano.

2. Nike

A Nike provavelmente está entre as marcas mais reconhecidas do planeta quando o assunto é roupa esportiva. Seus moletons aparecem em diferentes propostas, desde peças destinadas ao treino até modelos desenvolvidos especificamente para o uso casual.

Linhas como Nike Sportswear e Nike Tech ajudaram a mostrar que um conjunto de moletom não precisa necessariamente ter aparência de roupa para ficar em casa. Modelagens mais estruturadas, recortes modernos e uma enorme variedade de cores transformaram o moletom em parte importante do guarda-roupa urbano.

3. Adidas

Outra gigante que teve enorme influência sobre a popularização do moletom é a Adidas. A marca alemã conseguiu unir esporte, música e moda urbana de uma maneira que poucas empresas conseguiram repetir.

Os tradicionais conjuntos esportivos da Adidas atravessaram gerações e foram incorporados por diferentes movimentos culturais. Hoje, seus moletons podem apresentar desde o tradicional logo Trefoil até propostas bastante minimalistas. É um ótimo exemplo de como uma peça originalmente esportiva consegue se adaptar a diferentes estilos.

4. Ralph Lauren

A Ralph Lauren ocupa um espaço diferente das gigantes esportivas. A marca americana ajudou a incorporar o moletom ao chamado estilo casual premium, combinando peças confortáveis com referências clássicas do guarda-roupa masculino e feminino.

Um moletom Ralph Lauren pode aparecer acompanhado de camisa, casaco, calça de alfaiataria ou até peças mais sofisticadas. Essa mistura contribuiu para quebrar a ideia de que o moletom necessariamente precisa fazer parte de um visual esportivo. Dependendo da modelagem e da combinação, ele pode funcionar perfeitamente em uma composição mais elegante.

5. Supreme

Se existe uma marca diretamente associada à explosão mundial do streetwear, ela é a Supreme. Nascida em Nova York e profundamente ligada à cultura do skate, a marca transformou moletons e hoodies em objetos de desejo e coleção.

Parte desse fenômeno aconteceu por meio dos lançamentos limitados e das famosas colaborações. Em determinados momentos, um simples moletom com o logo da marca passou a alcançar preços muito superiores no mercado de revenda. A Supreme mostrou que o valor percebido de um moletom poderia estar ligado não apenas ao tecido ou à construção da peça, mas também à cultura e à exclusividade.

6. Stüssy

Antes mesmo de o termo streetwear se tornar tão popular, a Stüssy já estava ajudando a construir essa estética. Surgida na Califórnia, a marca nasceu ligada ao surf, mas rapidamente ganhou espaço entre skatistas, músicos e jovens ligados à cultura urbana.

Seus moletons normalmente apostam em modelagens confortáveis, identidade gráfica forte e uma aparência propositalmente descontraída. A influência da Stüssy pode ser percebida em inúmeras marcas contemporâneas que trabalham com peças amplas, camisetas, moletons e coleções inspiradas na cultura das ruas.

7. Fear of God

A Fear of God, criada por Jerry Lorenzo, representa uma geração mais recente de marcas que aproximaram definitivamente o moletom da moda de luxo. Em vez de tratar a peça simplesmente como roupa esportiva, a marca trabalha proporções, volumes, tecidos e cores neutras para criar uma estética sofisticada e minimalista.

A linha Essentials ampliou ainda mais essa influência. Moletons em tons de bege, cinza, marrom e preto, com modelagens amplas e poucos elementos gráficos, ajudaram a popularizar uma estética que atualmente pode ser encontrada em marcas de diferentes faixas de preço.

8. Balenciaga

Poucas grifes de luxo exploraram tanto a estética do moletom e das roupas oversized quanto a Balenciaga. A marca levou hoodies extremamente amplos, conjuntos esportivos e peças inspiradas no streetwear para um território tradicionalmente ocupado pela alta moda.

O resultado ajudou a provocar uma mudança interessante na percepção do consumidor. Aquilo que anteriormente poderia ser considerado informal demais passou a aparecer em campanhas, semanas de moda e vitrines de luxo. Independentemente do preço das peças, essa influência ajudou a consolidar o moletom como produto de moda e não apenas como roupa funcional.

9. Lululemon

A Lululemon representa outro movimento importante: a expansão do chamado athleisure, tendência que mistura roupas esportivas com peças destinadas ao cotidiano. Embora tenha se tornado conhecida inicialmente pelo universo do yoga e das roupas técnicas, a marca ampliou bastante sua atuação.

Moletons, joggers e conjuntos confortáveis passaram a ser desenvolvidos pensando não somente na atividade física, mas também em viagens, trabalho informal e rotina urbana. Essa mudança de comportamento foi fundamental para que roupas confortáveis ganhassem cada vez mais espaço no guarda-roupa contemporâneo.

10. Uniqlo

A Uniqlo talvez seja uma das melhores representantes do conceito de básico funcional. A empresa japonesa construiu sua identidade oferecendo peças relativamente simples, com atenção especial aos tecidos, às cores e à facilidade de combinação.

Nos moletons, essa filosofia aparece claramente. Em vez de depender de grandes estampas ou logos, muitos modelos apostam justamente na simplicidade. É uma abordagem interessante porque demonstra que o consumidor também pode procurar um moletom pela modelagem, conforto, cor e qualidade do tecido, e não necessariamente pelo destaque da marca.

O que essas marcas ensinam sobre o futuro do moletom?

Ao observar Champion, Nike, Adidas, Ralph Lauren, Supreme, Stüssy, Fear of God, Balenciaga, Lululemon e Uniqlo, percebemos que não existe apenas uma maneira de trabalhar com moletom.

A mesma matéria-prima pode originar uma peça esportiva, streetwear, minimalista, premium ou até de luxo. O que muda é principalmente a modelagem, gramatura do tecido, acabamento, construção da peça e forma como ela é apresentada.

Essa transformação também explica por que o moletom deixou de ser exclusivamente uma roupa de inverno ou uma peça para ficar em casa. Atualmente encontramos calças wide leg, blusas estruturadas, conjuntos monocromáticos, vestidos, saias e outras peças produzidas em diferentes versões de moletom e moletinho.

Talvez essa seja justamente a maior evolução desse tecido: o moletom deixou de definir um estilo e passou a ser uma matéria-prima capaz de participar de vários estilos diferentes.

Na Moklen, essa ideia ganha uma interpretação própria. Em vez do tradicional moletom esportivo carregado de capuz, cordões e grandes estampas, a proposta é explorar linhas mais limpas, cores versáteis e modelagens femininas que permitam usar o conforto do moletom em diferentes ocasiões.

No fim, das quadras esportivas às passarelas internacionais, o moletom percorreu um caminho impressionante. E tudo indica que continuará sendo reinterpretado pelas próximas gerações.

Moletom de salto ou tênis.

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